Muitos empresários se preocupam com o reajuste do plano de saúde empresarial, mas nem sempre percebem que um dos fatores que mais influenciam esse aumento está no comportamento de uso dos próprios colaboradores
Neste artigo, você vai entender quando o pronto-socorro deve ser utilizado e como o uso consciente pode ajudar a controlar os custos do seguro saúde da sua empresa.
O que é pronto-socorro e qual sua função?
O pronto-socorro faz parte da rede de atendimento hospitalar e é indicado para casos que exigem assistência imediata, especialmente quando há sinais de agravamento do quadro de saúde. Por ter uma estrutura voltada a atendimentos mais complexos, seu uso costuma gerar custos mais altos para o plano de saúde, principalmente quando é acionado para situações que poderiam ser resolvidas em outros canais de atendimento.
O impacto do uso indevido do pronto-socorro no reajuste
O uso indevido do pronto-socorro pode influenciar diretamente os custos do plano de saúde empresarial, já que esse tipo de atendimento costuma ter valor mais elevado do que consultas agendadas, telemedicina ou pronto atendimento.
PMEs (pool)
Para as pequenas e médias empresas que fazem parte do “pool de risco”, o uso inadequado do pronto-socorro eleva a média de custos do grupo. Se o grupo gasta mais do que o previsto, o reajuste anual será maior para todos, prejudicando a sustentabilidade do benefício.
Grandes empresas
Nas grandes empresas, a análise costuma ser feita de forma individual, considerando o histórico de uso do próprio contrato. Por isso, quando há excesso de atendimentos em serviços de maior custo, como o pronto-socorro, o impacto na sinistralidade pode ser mais direto e influenciar de forma significativa o reajuste nas próximas renovações.
Como evitar o uso excessivo do pronto-socorro?
Reduzir o uso inadequado do pronto-socorro passa por orientar melhor os colaboradores sobre qual serviço utilizar em cada situação. Essas ações são ainda mais importantes para empresas fora do pool de risco, já que nesses casos a sinistralidade é calculada de forma individualizada e pode impactar diretamente o reajuste do contrato.
Investir em cuidado preventivo
O cuidado preventivo é uma das formas mais eficazes de reduzir atendimentos emergenciais, já que ajuda a evitar que problemas de saúde simples se agravem. Investir em materiais informativos, campanhas de orientação e ações educativas sobre sinais de alerta e cuidados iniciais pode incentivar os colaboradores a buscar o atendimento mais adequado.
Conscientização sobre o uso correto
Muitos atendimentos em pronto-socorro acontecem por falta de informação sobre a rede disponível. Por isso, orientar os colaboradores sobre a diferença entre pronto-socorro, pronto atendimento e consultas agendadas pode fazer bastante diferença. Campanhas internas, comunicados do RH e materiais explicativos ajudam a estimular o uso mais consciente do benefício.

Estimular canais alternativos
Em muitos casos, a demanda pode ser resolvida sem a necessidade de atendimento hospitalar. Recursos como telemedicina, clínicas de atenção primária e consultas eletivas oferecem mais praticidade para o colaborador e costumam gerar custos menores para o convênio médico, ajudando a reduzir a sinistralidade e o impacto nos reajustes.
Coparticipação
A coparticipação pode contribuir para o uso mais consciente do plano de saúde, pois incentiva os colaboradores a avaliarem melhor a necessidade de determinados atendimentos, o que ajuda a reduzir o uso excessivo do pronto-socorro. Segundo dados do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS), planos com esse modelo podem reduzir a utilização entre 15% e 25%, sem impacto significativo na satisfação do colaborador, desde que o percentual cobrado não ultrapasse 30% do valor do procedimento.
Por que o atendimento ao pronto-socorro é mais caro?
Muita gente não percebe, mas o pronto-socorro costuma ser um dos atendimentos mais caros dentro do plano de saúde. Isso acontece porque ele funciona com uma estrutura hospitalar completa, preparada para atender casos de urgência e emergência a qualquer hora, com equipe médica, exames rápidos e suporte para situações mais graves. Por isso, mesmo quando é usado para casos simples, o custo para o plano acaba sendo maior e pode impactar a sinistralidade do contrato.
Entender o plano também é uma forma de economizar
Muitas empresas focam apenas no valor da mensalidade do plano de saúde, mas o uso do benefício ao longo do contrato também faz diferença nos custos. Quando o RH entende como a utilização impacta a sinistralidade, fica mais fácil tomar decisões que ajudam a controlar reajustes e oferecer mais previsibilidade para o negócio.
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