O resenteeism é um fenômeno que tem chamado a atenção das empresas por afetar diretamente o engajamento, o desempenho e o clima organizacional. Embora o colaborador continue presente e cumpra suas atividades, o sentimento de descontentamento pode comprometer a qualidade do trabalho, a colaboração e até aumentar a rotatividade.
Conhecer esse comportamento ajuda empresas e lideranças a identificar esse comportamento com mais facilidade, compreender seus impactos e desenvolver ações que promovam uma experiência mais positiva para os colaboradores.
O que é resenteeism?
Resenteeism é um comportamento caracterizado pelo ressentimento persistente que o colaborador desenvolve em relação ao trabalho, à liderança ou à empresa. O termo resulta da combinação das palavras em inglês resentment (ressentimento) e presenteeism (presenteísmo), descrevendo situações em que o profissional permanece na organização, mas passa a demonstrar menor envolvimento com suas atividades.
Na prática, esse sentimento costuma surgir após experiências como falta de reconhecimento, excesso de demandas, poucas oportunidades de crescimento ou sensação de injustiça. Embora nem sempre seja percebido de imediato, pode gerar insatisfação, reduzir o engajamento e comprometer o clima organizacional e os resultados da empresa ao longo do tempo.
Qual a diferença entre resenteeism e presenteísmo?
Embora ambos estejam relacionados ao ambiente de trabalho e possam impactar o desempenho dos colaboradores, eles possuem causas e características diferentes. Enquanto um está mais associado à saúde e à capacidade de executar as atividades, o outro está ligado ao ressentimento e à perda de engajamento.
- Presenteísmo: ocorre quando o colaborador está presente no trabalho, mas não consegue desempenhar suas atividades de forma eficiente devido a fatores como problemas de saúde física, emocional, estresse ou esgotamento.
- Resenteeism: acontece quando o colaborador permanece na empresa, mas desenvolve um sentimento de ressentimento, frustração ou insatisfação em relação ao trabalho, reduzindo seu engajamento, motivação e envolvimento com a organização.
A conexão entre resenteeism e quiet quitting
O resenteeism e o quiet quitting estão diretamente relacionados, mas representam aspectos diferentes da experiência do colaborador. Enquanto um está ligado ao sentimento de ressentimento e insatisfação, o outro se manifesta por meio de mudanças no comportamento e no nível de envolvimento com o trabalho.
Em muitos casos, o ressentimento acumulado pode levar o colaborador a limitar sua atuação ao mínimo necessário, tornando o quiet quitting uma consequência desse processo.
Na prática, o resenteeism pode anteceder ou acompanhar o quiet quitting. A principal diferença é que o primeiro representa um sentimento interno, enquanto o segundo se torna visível nas atitudes do colaborador, como a redução do engajamento e da disposição para ir além das responsabilidades previstas.
Possíveis causas do resenteeism
Diversos fatores podem contribuir para o desenvolvimento desse comportamento. Em geral, ele não surge por um único motivo, mas pela combinação de situações que afetam a percepção do colaborador sobre a organização.
Entre as causas mais comuns estão:
- Falta de reconhecimento;
- Estagnação na carreira;
- Sobrecarga de trabalho;
- Remuneração incompatível;
- Falta de autonomia;
- Ambiente tóxico.
Vale lembrar que esses fatores costumam se somar. Raramente o resenteeism nasce de um único problema isolado, mas sim de um acúmulo de pequenas frustrações que vão se transformando em ressentimento ao longo do tempo.
Como identificar sinais de resenteeism?
Como esse sentimento é bastante silencioso, identificar o resenteeism exige observação atenta por parte de gestores e do time de RH. Alguns sinais que podem indicar essa situação incluem mudanças sutis de comportamento, como um colaborador que antes era participativo e agora se limita ao básico, comentários recorrentes de insatisfação em conversas informais, queda no entusiasmo em relação a novos projetos e uma postura mais reservada nas reuniões de equipe.
Pesquisas de clima organizacional e conversas individuais frequentes são ferramentas valiosas para captar essas mudanças de percepção antes que elas se agravem. Criar espaços seguros para que o colaborador expresse suas frustrações também é fundamental, já que muitas vezes o ressentimento se mantém guardado justamente por medo de retaliação ou de parecer desmotivado.

Impactos do resenteeism nas empresas
O resenteeism não afeta só o colaborador que sente esse ressentimento, os efeitos costumam se espalhar por toda a organização. Veja os principais impactos:
- Piora no clima organizacional: quando o sentimento se espalha pela equipe, o ambiente de trabalho se torna mais pesado, tenso e menos colaborativo.
- Queda na inovação: colaboradores ressentidos tendem a se engajar menos em iniciativas espontâneas, o que reduz a proatividade e a geração de novas ideias dentro dos times.
- Aumento do turnover: o ressentimento acumulado é um dos fatores que mais contribuem para a decisão de deixar a empresa, elevando os índices de rotatividade.
- Impacto na produtividade: mesmo antes de o colaborador pedir demissão, a qualidade e a consistência das entregas podem ser afetadas, ainda que de forma sutil e difícil de perceber a curto prazo.
- Contaminação do time: o ressentimento de um colaborador pode influenciar a percepção de outros, criando um efeito cascata que compromete o engajamento coletivo.
Por isso, ficar atento a esse sentimento e agir de forma preventiva é essencial para manter equipes engajadas, motivadas e satisfeitas.
Como combater o resenteeism?
Combater esse sentimento passa por ações consistentes de gestão de pessoas. Algumas estratégias que ajudam bastante são:
Feedback constante
Oferecer feedbacks claros e frequentes ajuda o colaborador a entender seu desempenho, reconhecer seus pontos fortes e identificar oportunidades de desenvolvimento. Além de promover o alinhamento de expectativas, essa prática fortalece a confiança entre equipes e lideranças.
Planos de carreira claros
Apresentar oportunidades reais de crescimento demonstra que a empresa investe no desenvolvimento de seus profissionais. Quando os colaboradores enxergam perspectivas de evolução, tendem a se sentir mais motivados e comprometidos com a organização.
Benefícios que fazem sentido
Oferecer benefícios alinhados às diferentes necessidades dos colaboradores demonstra cuidado com seu bem-estar e sua qualidade de vida. Com a Benê, as empresas contam com benefícios flexíveis, atendimento 100% humanizado, zero taxa de adesão e uma plataforma simplificada, contribuindo para aumentar a percepção de valorização e fortalecer o engajamento das equipes.
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Escuta ativa
Criar espaços para ouvir os colaboradores permite identificar insatisfações antes que elas se tornem problemas maiores. Pesquisas de clima, reuniões individuais e canais de comunicação contribuem para fortalecer o diálogo e a confiança.
Revisão das cargas de trabalho
Distribuir as demandas de forma equilibrada e garantir que as equipes tenham recursos adequados reduz a sobrecarga e favorece um ambiente de trabalho mais saudável. Essa prática também contribui para manter a motivação e a qualidade das entregas.
Cultura de reconhecimento
Reconhecer publicamente as conquistas, os esforços e as boas práticas reforça a sensação de valorização dos colaboradores. Pequenos gestos de reconhecimento podem aumentar o engajamento e fortalecer o sentimento de pertencimento.
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