O cenário trabalhista brasileiro acendeu um alerta vermelho em 2025. Dados recentes do Caged revelam um fenômeno impressionante: as demissões por justa causa bateram recorde histórico, registrando um crescimento de quase 200% em comparação a 2019, o período pré-pandemia.
Em números absolutos, estamos falando de 638,7 mil pessoas desligadas sob essa modalidade no último ano. Mas o que explica esse salto tão drástico e como isso afeta empregadores e funcionários?
O que é justa causa no trabalho?
A justa causa é a forma mais severa de desligamento prevista na legislação trabalhista brasileira. Ela ocorre quando o colaborador comete uma falta grave que quebra a confiança necessária para manter a relação de trabalho.
Entre os exemplos mais comuns estão:
- Insubordinação;
- Conduta desonesta;
- Abandono do emprego;
- Desídia (desleixo).
Quando ocorre uma demissão por justa causa, o trabalhador perde diversos direitos rescisórios, como aviso prévio, multa do FGTS e saque integral do fundo.
Recorde de demissões por justa causa no Brasil
Os dados do Caged mostram que 2,6% de todos os términos de contrato em 2025 ocorreram por justa causa, também o maior percentual já registrado.
Esse tipo de desligamento tende a aparecer com mais frequência em setores com alta rotatividade e grande volume de contratações, especialmente em funções operacionais.
Alguns exemplos incluem:
- Hipermercados: 10,7% das demissões em dezembro de 2025 foram por justa causa
- Abate de aves em frigoríficos: 9,6%
- Atendimento em call centers: 9%
Esses segmentos costumam lidar com jornadas intensas, pressão por produtividade e grande fluxo de trabalhadores, fatores que podem aumentar conflitos e desligamentos disciplinares.
Possíveis causas do aumento das demissões por justa causa
Mas afinal, por que as demissões por Justa causa cresceram tanto? Alguns fatores ajudam a explicar esse cenário.
Alta rotatividade no mercado de trabalho
Com a queda no desemprego, muitos empregadores passaram a ter mais dificuldade para contratar. Isso pode levar à admissão de profissionais com menos experiência ou menor alinhamento com a cultura da empresa, aumentando conflitos e riscos de desligamento.
Retorno ao trabalho presencial
A volta aos escritórios trouxe novamente horários mais rígidos, maior controle da rotina e regras mais claras de comportamento. Para alguns colaboradores, a adaptação a esse modelo pode gerar atritos e situações que resultam em demissões.
Maior vigilância nas empresas
O uso de sistemas de monitoramento aumentou nos últimos anos. Ferramentas que acompanham o uso do computador corporativo, acesso a sistemas e tempo de atividade facilitam a identificação de comportamentos inadequados ou baixa produtividade.
Diferenças geracionais
Um ponto que chama a atenção nas demissões é o recorte por idade. Os dados do Caged mostram que a taxa de justa causa é maior entre os mais jovens:

Isso indica que os desligamentos disciplinares são ligeiramente mais comuns entre trabalhadores mais jovens, possivelmente por fatores como menor experiência profissional, adaptação ao ambiente corporativo e diferenças de expectativas em relação ao trabalho.
Como evitar conflitos trabalhistas e melhorar a gestão de pessoas?
Diante do aumento das demissões por justa causa, muitos empregadores acabam se perguntando: será que parte desses desligamentos poderia ser evitada com uma gestão de pessoas mais estruturada?
Em muitos casos, conflitos surgem por falhas de comunicação, dificuldade de adaptação de novos colaboradores ou excesso de burocracia que impede o RH de acompanhar mais de perto o dia a dia da equipe.
É justamente nesse ponto que a tecnologia pode fazer diferença.
Com a Benê, empregadores contam com uma plataforma de RH que simplifica a gestão, oferece benefícios flexíveis e garante atendimento 100% humanizado. Assim, o setor consegue reduzir a carga operacional, acompanhar melhor a jornada dos funcionários e agir de forma preventiva antes que pequenos problemas se transformem em grandes conflitos.
Quer entender como tornar a gestão de pessoas mais simples e estratégica na sua empresa?
Fale com um especialista Benê
